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Edição #11

Você Não é O Que Você Faz

por Willian Matiola

Seria frustrante reduzir nossas vidas a um mero título profissional. Não importa se você atua como designer, desenvolvedor ou pessoa de marketing, você precisa ser muita mais do que isso.

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A vida é muito curta para ser apenas um Designer

Um texto publicado pelo Juan Ramirez no LinkedIn sobre ele perceber que na verdade ele não é apaixonado por ser um designer mas sim nas características inerentes que a profissão te permite desenvolver vai ao encontro do que eu também acredito.

Quando alguém deseja mudar de carreira e se tornar um designer eu me questiono se as reais motivações partem de um desejo de criar coisas que realmente tenham um impacto positivo para as pessoas ou se é apenas uma vontade de surfar a tendência de que você pode ganhar muito dinheiro trabalhando nessa área.

Precisamos entender que o que faz nosso trabalho significativo são as entregas que fazemos e não os títulos chiques que colocamos no Linkedin. Também não é a quantidade de seguidores nas redes sociais ou os conteúdos que produzimos. A nossa preocupação deveria estar voltada em melhorar nossas técnicas e a qualidade dos nossos designs.

E no fim das contas, a vida é curta demais para ser apenas um Designer. Se por um acaso tudo mudar amanhã, quais habilidades você vai carregar para sua próxima jornada? Dificilmente será um título pomposo no LinkedIn.

Da minha mente para a sua

  1. Como você ainda sabe do que gosta ou não? Tobias van Scheneider reflete sobre como muitas coisas que gostamos ou deixamos de gostar são uma resposta ao que outras pessoas ditam o que deve ou não ser consumido. Existem muitas pessoas com muitas opiniões que tolhem sua habilidade de dicidir por conta própria.
  2. Inflação do vocabulário é um desabafo barra crítica do Jakob Nielsen, o “pai” do termo UX (User Experience). Ele argumenta que a disciplina sofre constantes reinvenções da terminologia e isso leva a confusão, desinformação e retrabalho.
  3. Um guia prático de como trabalhar com tabelas de conteúdo em UI Design.
  4. Como predizer que um usuário vai usar seu produto antes mesmo de lançá-lo. Spoiler: pensar no processo de tomada de decisão e suas implicações.
  5. Já ouviu falar da Pirâmide da Comunicação? É um framework para estruturar grande pedaços de informação para contar histórias sem omitir detalhes importantes. Vai mudar sua maneira de apresentar suas ideias!

Diego Piovesan Medeiros

Hoje vamos mergulhar no consciente do meu querido amigo e mentor Diego Piovesan Medeiros.

Atua como consultor estratégico e criativo, tem 15 anos como professor universitário na Unisatc, onde leciona disciplinas de Storytelling, Design de Serviços, Design da Informação, Semiótica e Gamificação. É formado em Publicidade e Propaganda, tem mestrado (UFRGS) e doutorado (UFSC) em Design. Hoje ele possui uma consultoria estratégica e criativa chamada Metoludi, onde busca gerar autonomia criativa para marcas e pessoas por meio de ferramentas, workshops e consultoria.

Tenho estudado assuntos transversais das áreas que atuo, como comportamento humano e tendências. Mas algo que poucos sabem que estudo e pratico é o canto. Tenho feito aulas de técnica vocal e canto e isso tem me trazido muito aprendizado, além de ser uma terapia para mim.

Vou recomendar a série This is Us. Acredito que esta série seja a mais visceral/humana que eu já assisti em toda minha vida. Uma série que trata do cotidiano de uma família em três épocas temporais diferentes. Difícil não se emocionar, pois ela toca em assuntos que nós já passamos em algum momento em nossa vida, criando um espelhamento muito direto com o espectador.

O lançamento do meu livro Provocações Criativas, com certeza foi um momento especial e super positivo na minha vida. Uma entrega para o mundo das minhas inquietações e que tem me aberto inúmeras portas.

Brene Brown em uma palestra no TED: O poder da vulnerabilidade.

Minha dica é fure suas bolhas e amplie suas perspectivas de mundo. Entenda que geralmente suas ideias são limitadas ao seu campo de visão e para que você consiga ampliá-la, você precisa enxergar com outros olhos. Ouça mais os outros, busque conhecer lugares e pessoas diferentes e amplie seu repertório. Quando você expande sua visão de mundo, quando entende a pluralidade e a diversidade do seu coletivo, você se torna mais empático e consequentemente, mais criativo.

  1. Como estruturar uma landing page de SaaS
  2. Cleanvoice - Estou usando esse app para remover ruídos em áudios
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